Em 2012, fui convidado para criar uma obra de arte pública no centro de São Paulo. Escolhi revelar algo invisível: o Córrego das Almas, que corre escondido sob o pavimento do Vale do Anhangabaú. Com cabos eletroluminescentes, concebi a obra Cachoeira, evidenciando como tentamos controlar e até mesmo ocultar os rios que sustentam nossas cidades.
Treze anos depois, esse mesmo impulso — tornar visível o invisível — continua guiando meu trabalho. Desenho espaços imersivos onde luz, som, tecnologia e percepção se organizam como sistemas. Não faço objetos que se observam de fora. Concebo ambientes que só existem quando alguém entra.