OBRA Nº 012 · 2024 exposição temática / coletiva espaço / circulação / colaboração

Luz Æterna — Ensaio Sobre o Sol

Dossiê

Exposição temática/coletiva de new media art tratada como direção de arte, tecnologia e experiência: oito artistas coexistem em um percurso onde luz, expografia e adaptação arquitetônica organizam a experiência sem apagar a autonomia de cada obra.

Número
012
Estatuto
exposição temática / coletiva
Regime de leitura
espaço / circulação / colaboração
Status
REALIZADA
Ano
2024
Local
CCBB Brasília + CCBB Belo Horizonte
Contexto
exposição dirigida / new media
Tipo
EXPOSICAO DIRIGIDA
Técnica / medium
expografia · luz · projeção
Circulação
Circuito
CCBB Brasília e CCBB Belo Horizonte
Estrutura
Exposição coletiva de new media art com oito artistas brasileiros
Direção de experiência
Expografia site-specific, luz e percurso entre trabalhos autônomos
Co-criação

A colaboração é constitutiva da exposição: Antonio Curti assina a concepção curatorial e a curadoria, Felipe Sztutman organiza a direção de arte, tecnologia e experiência, Eduardo Raele e Rodrigo Primo integram a produção executiva, e a AYA Studio sustenta projeto multimídia e locação. O arquivo não transforma essa rede em autoria única; registra o gesto de direção que fez o conjunto funcionar como exposição habitável.

Texto narrativo

Quando Antonio Curti me convidou para dirigir a experiência de Luz Æterna, eu sabia que o desafio não era apenas reunir obras de new media art brasileira — era desenhar o sistema que permitiria oito artistas coexistirem sem competir. Cada trabalho tinha sua própria linguagem: painéis de LED, projeções, sistemas paramétricos, luz física e digital. Meu trabalho foi conceber o espaço expográfico inteiro, planejar a expografia para que cada obra preservasse sua individualidade enquanto a luz unificava a jornada.

Desenhei o percurso pensando em como o público transitaria entre o físico e o virtual. A luz não é apenas tema — é sintaxe. Ela organiza o espaço, conduz o olhar, cria pausas e acelerações. Entre as oito obras, está Céu Zero, de Leston, que se integrou ao sistema junto com os trabalhos dos outros artistas convidados. A modularidade foi fundamental: a exposição se adaptou de forma site-specific entre Brasília e Belo Horizonte, mantendo a narrativa mas respondendo às especificidades de cada edifício do CCBB.

O processo foi intensamente colaborativo. Trabalhei com os artistas e com a equipe da AYA na articulação técnica das instalações, buscando soluções que utilizassem tecnologias e materiais brasileiros sempre que possível. Coordenei esse intercâmbio de saberes — entre artistas, técnicos e produção — para que a mostra funcionasse como um hub criativo onde cada parte se sustentasse, mas o todo emergisse como uma experiência coerente.

Créditos
Concepção curatorial e curadoria Antonio Curti
Direção de arte, tecnologia e experiência Felipe Sztutman
Produção Executiva Eduardo Raele, Rodrigo Primo
Projeto Multimídia e Locação AYA Studio
Nota de arquivo

Luz Æterna permanece no arquivo como exposição temática/coletiva dirigida, não como obra autoral individual de Felipe. A página registra o gesto de direção — espacial, técnico e experiencial — enquanto as obras e seus artistas preservam autoria própria.