FLAMA
Instalação-sistema em três ambientes onde o fogo aparece como material interativo: contemplação coletiva, criação corporal e toque individual organizam uma experiência pensada para acumular memória no espaço.
- Número
- 017
- Estatuto
- projeto em confirmação
- Regime de leitura
- sistema / corpo / mecanismo
- Status
- A CONFIRMAR · publicado como arquivo em verificação
- Ano
- 2026
- Local
- Farol Santander São Paulo, 22º andar
- Contexto
- série dos Elementos / instalação-sistema do fogo
- Tipo
- INSTALACAO
- Série
- Os Elementos
- Técnica / medium
- fogo como material interativo · sensores · projeção · LED
- Realização
- AYA Studio
- Estrutura
- Três ambientes no 22º andar: fogueira escultórica de LED volumétrico com projeção 360°, sala de criação corporal e Câmara do Cristal
- Corpo
- Sensores captam movimento e posição; gestos amplos geram labaredas vibrantes, movimentos suaves produzem chamas azuis delicadas
- Acúmulo
- O projeto prevê memória coletiva acumulada no espaço; no cristal, o toque deixaria marcas ao longo da operação
- Pergunta
- Como criar três modos de estar diante do fogo — contemplar, criar e ser revelado pela chama?
Em 2024, Antonio Curti me convidou para completar uma jornada que começara com OCEANVS. Quatro elementos já haviam sido materializados no Farol Santander — Água, Ar, Terra, Humano. Faltava o fogo. Concebi FLAMA como encerramento dessa pentalogia: três ambientes onde o visitante contempla, cria e é revelado pela chama.
Desenhei o espaço do 22º andar como uma travessia progressiva. Na primeira sala, uma fogueira escultórica de LED volumétrico arde no centro — permanente, hipnótica, impossível de apagar. Nas paredes ao redor, sete atos se desenrolam em projeção 360°: da turbulência solar à brasa que persiste, um ciclo de 15 minutos que retorna ao início sem cessar. É fogo para ser contemplado coletivamente, como sempre foi desde a primeira fogueira.
A segunda sala inverte a relação. Criei um sistema onde o corpo se torna instrumento — sensores captam movimento e posição, gestos amplos geram labaredas vibrantes, movimentos suaves produzem chamas azuis delicadas. Mas o ambiente tem vida própria: se todos criam fogo intenso, o espaço satura, as chamas perdem nitidez, o som adensa. É preciso cuidado. O comportamento previsto é de acúmulo — a primeira pessoa da manhã encontraria um espaço mais limpo; a última da noite, um espaço denso de história.
Na terceira sala, a Câmara do Cristal, a experiência se torna individual. Espelhos angulares criam profundidade visual infinita — o espaço parece perder bordas. No centro, um grande cristal translúcido. Quando o visitante encosta a mão, o ambiente inteiro é tomado por fogo. Toque suave: azuis profundos, ritmo lento. Pressão intensa: vermelho e laranja vibrantes, grande expansão. O comportamento pretendido é que cada toque deixe uma marca — o cristal lembraria de quem passou. A câmara do primeiro dia seria diferente da câmara do último.
FLAMA é obra de muitas mãos. Antonio Curti assina a curadoria e concebeu a série dos Elementos como cosmologia integrada. A equipe da AYA Studio materializa o projeto — Ana Clara no design visual, Minhoso nos renders 3D, toda a infraestrutura técnica pensada para sustentar operação contínua no Farol Santander. O fogo é o mais democrático dos elementos. Toda cultura tem relação com a chama. Meu trabalho foi traduzir essa potência universal em experiência espacial — criar três modos de estar diante do fogo que não existiam antes.
FLAMA permanece em A_CONFIRMAR: a página descreve o projeto a partir do texto atual do arquivo, sem resolver data de abertura, documentação visual, ficha técnica expandida ou confirmação final de realização.