sem título, para Canvas #13 · Detalhe dos cabos eletroluminescentes na parede
Detalhe dos cabos eletroluminescentes na parede
sem título, para Canvas #13 · Linhas de luz e geometria da instalação
sem título, para Canvas #13 · Cabos eletroluminescentes acompanhando o telhado
OBRA Nº 004 · 2013 obra autoral de Felipe fundacional / território / linhagem

sem título, para Canvas #13

Texto narrativo

Em setembro de 2013, desenhei uma instalação luminosa para a Serralheria Cultural durante a 13ª edição do festival Canvas, organizado por Felipe Brait e o coletivo audiovisual ZoomB. Era a segunda obra de uma série que eu chamava LUZCIDADE, cinco trabalhos feitos entre 2009 e 2013 onde eu investigava a luz como matéria que define o espaço. Comecei pelo vértice estrutural que sustenta o telhado da Serralheria. Dali saíram seis cabos eletroluminescentes paralelos aos sarrafos do telhado, desceram pela parede, refletiram convergindo para um único ponto na altura dos olhos, e então se separaram novamente compondo um plano horizontal paralelo ao piso do corredor. Usei os 500 metros de cabo que sobraram da Cachoeira, a instalação que eu tinha feito no Vale do Anhangabaú em janeiro daquele ano para a primeira Mostra Urbe do CCBB.

A escala criou ambientes íntimos dentro do festival. A troca com o público foi uma das experiências mais ricas que eu já tive. Para quem frequentava a Serralheria era incontestável: o lugar tinha sofrido uma enorme alteração sensorial. Novos planos, pontos de fuga, relações espaciais se mesclando com a arquitetura original. Eu estava mapeando o espaço existente através da luz, não decorando, não iluminando. Desenhando conscientemente através de construções geométricas um outro lugar dentro do mesmo lugar.

Este trabalho fez parte do meu TCC de Design na FAU-USP, orientado pelo professor Carlos Zibel Costa. Eu estava estudando como a luz havia conquistado o espaço na história da arte, de László Moholy-Nagy na Bauhaus até Dan Flavin nos museus americanos, e tentando entender o que significava levar essa prática para o contexto urbano brasileiro, para festivais, para o espaço público. A Serralheria foi onde eu descobri que a escala íntima e o público descontraído podiam amplificar a experiência de uma instalação luminosa de uma forma que o espaço museográfico não conseguia.

Dossiê

Instalação luminosa site-specific na Serralheria Cultural, segunda obra da série LUZCIDADE, feita com cabos eletroluminescentes remanescentes de Cachoeira.

Número
004
Estatuto
obra autoral de Felipe
Regime de leitura
fundacional / território / linhagem
Status
REALIZADA
Ano
2013
Local
Serralheria Cultural, São Paulo
Contexto
série LUZCIDADE
Tipo
INSTALACAO
Série
LUZCIDADE
Técnica / medium
instalação luminosa site-specific
Extensão
500m de cabo eletroluminescente remanescentes de Cachoeira
Relações públicas

Conexões públicas que situam esta obra no arquivo antes do texto narrativo.

Relação
Objeto em Forma de: Espaço
Continuidade LUZCIDADE.
Relação
sem título, para Córrego Rio Verde
Geometria luminosa / LUZCIDADE.
Créditos
Concepção Felipe Sztutman
Organização festival Felipe Brait e coletivo audiovisual ZoomB
Orientação acadêmica Carlos Zibel Costa
Nota de arquivo

No arquivo, Canvas #13 marca a passagem entre a escala pública de Cachoeira e uma investigação mais íntima de arquitetura, geometria e convivência dentro do festival.